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Vacinas aprovadas, e agora? Tudo o que sabemos sobre a campanha de imunização contra a Covid-19

Vacina aprovada, e agora? Tudo o que sabemos sobre a campanha de imunização da Covid-19
Vacina aprovada, e agora? Tudo o que sabemos sobre a campanha de imunização da Covid-19

E 2021 chega com uma boa notícia para os brasileiros! Neste domingo (17), A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a autorização para uso emergencial de duas vacinas contra Covid-19 no Brasil. A aprovação se deu por unanimidade, depois que os cinco integrantes da Diretoria Colegiada (Dicol) do órgão votaram a favor da aplicação da vacina de Oxford, desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford com a Fiocruz, e a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

As vacinas serão usadas preferencialmente para uso em programas de saúde pública e, inicialmente, destinado para imunização de pessoas de grupos de risco como indígenas, idosos e profissionais de saúde.

primeiros status da imunização

A vacinação começou no mesmo dia da aprovação, com a aplicação de uma dose na enfermeira Monica Calanzas, funcionária do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Nesta segunda-feira (18), o imunizante está sendo distribuído para as regiões de Botucatu, Campinas, Marília, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, do estado de São Paulo. Outros 4,5 milhões de doses da vacina Coronavac estão sendo enviadas a outros Estados pelo Ministério da Saúde.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta segunda-feira (18), em evento de entrega simbólica das primeiras doses da vacina CoronaVac, que a projeção é que todos os estados comecem a vacinação ao final do dia, às 17h. Porém, ainda é possível que a imunização só seja iniciada em alguns estados na quarta (20), por questões de logística.

quantidade de doses disponíveis para a população

A aprovação do uso das vacinas se deve à 6 milhões de doses da CoronaVac vindas da China. O Ministério da Saúde informou que com esse primeiro lote de vacinas serão imunizadas 2.854.560 pessoas – vale lembrar que cada uma deve tomar duas doses. O Instituto Butantan fez ainda hoje um novo pedido de uso emergencial à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de 4,8 milhões de doses que já estariam prontas para distribuição.

A expectativa do Butantan é conseguir duplicar a produção da vacina nesta semana, passando a produzir 2 milhões de doses diárias do imunizante. Quanto às doses da vacina da Universidade de Oxford, desenvolvida pela AstraZeneca, em parceria com a Fiocruz, havia a expectativa que também fossem usadas mais 2 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZenaca. Porém, a importação da vacina pela Fiocruz, não se concretizou e deve atrasar.

distribuição nos estados

Pazuello apresentou um critério de distribuição das doses da vacina neste domingo (17). O ministro determinou a inclusão nessa conta de uma “taxa de risco” de contaminação em cada unidade da federação, junto com uma proporcionalidade à população de cada uma. Isso significa que estados com maior risco terão mais doses do que o previsto inicialmente, situação que privilegiaria estados em situação mais críticas, como o Amazonas. Essa taxa de risco, segundo o mesmo, será variável ao longo do tempo.

Confira:

Região Sudeste – 2.493.280 doses

  • Minas Gerais – 561.120
    Espírito Santo – 95.440
    Rio de Janeiro – 487.520
    São Paulo – 1.349.200

Região Sul – 681.120 doses

  • Paraná – 242.880
    Santa Catarina – 126.560
    Rio Grande do Sul – 311.680

Região Centro-Oeste – 415.880 doses

  • Mato Grosso do Sul – 61.760
    Mato Grosso – 65.760
    Goiás – 182.400
    Distrito Federal – 105.960

Região Norte – 296.520 doses

  • Rondônia – 33.040
    Acre – 13.840
    Amazonas – 69.880
    Roraima – 10.360
    Pará – 124.560
    Amapá – 15.000
    Tocantins – 29.840

Região Nordeste – 1.200.560 doses

  • Maranhão – 123.040
    Piauí – 61.160
    Ceará – 186.720
    Rio Grande do Norte – 82.440
    Paraíba – 92.960
    Pernambuco – 215.280
    Alagoas – 71.080
    Sergipe – 48.360
    Bahia – 319.520

quando serei vacinado?

O plano nacional de vacinação já divulgado prevê duas etapas de imunização. A primeira inclui o grupo prioritário e deve durar quatro meses, ou seja, até o mês de maio. A segunda inclui a população adulta com menos de 60 anos e deve durar mais um ano. Ou seja, até maio de 2022. A primeira ainda se subdivide em quatro fases:

Primeira fase: serão vacinados os trabalhadores da saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais que morem em lares de idosos; população indígena, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas.

Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos.

Terceira fase: vai abranger pessoas com doenças crônicas como diabetes; hipertensão arterial grave; doença pulmonar obstrutiva crônica; doença renal; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares; indivíduos transplantados; pessoas com anemia falciforme; com câncer; com obesidade grave.

Quarta fase: serão vacinados professores, policiais, bombeiros e funcionários do sistema prisional.

Concluídas as quatro fases, começará a vacinação de brasileiros que tenham menos de 60 anos, a definir por cada estado e município.

projeções da imunização

O governo ainda estima que 70% dos brasileiros serão vacinados em 2021. O Ministério da Saúde diz que terá à disposição 354 milhões de doses em 2021. Como as vacinas que o Brasil tem até agora exigem duas doses para garantir a imunidade, isso será suficiente para vacinar 177 milhões dos cerca de 210 milhões de brasileiros. Isso daria pouco mais de 84% da população.

Projeções feitas pela consultoria científica britânica Airfinity a pedido da CNN Brasil, ainda mostram uma estimativa de pelo menos dez meses para vacinar 75% da população brasileira contra a Covid-19, significando que em outubro, três a cada quatro estarão vacinados. Há, porém, muitas incertezas, como possíveis atrasos na chegada das doses e na produção, que podem comprometer esse resultado.

eficácia das vacinas

Na última terça-feira, 12, o governo de São Paulo e o Instituto Butantã anunciaram que a taxa de eficácia geral da Coronavac é de 50,38%, um pouco acima do índice mínimo de 50% estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e defendido pela Anvisa para que uma vacina contra a doença seja aprovada. Já a vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo consórcio da farmacêutica britânica AstraZeneca e da Universidade de Oxford apresentou eficácia que varia de 62% a 90%, eficácia média de 70,32%.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, já havia anunciado em coletiva de imprensa que a CoronaVac demonstra eficácia total contra o surgimento de sintomas graves. A da AstraZeneca também já deu indícios de que é 100% capaz de prevenir casos severos. A pessoa vacinada até correria um pequeno risco de contrair o coronavírus e manifestar sintomas leves, mas a probabilidade de evoluir parar na UTI ou mesmo de morrer são mínimas. Portanto, em uma situação de descontrole da pandemia em diversos países (entre eles o Brasil), a vacinação é a principal saída.

pós-vacina

É importante ressaltar que os próprios técnicos da Anvisa que aprovaram o uso emergencial de ambas as vacinas ressaltaram que o País ainda está longe de ter um cenário em que os cuidados impostos desde o início da pandemia deixem de ser necessários. Por conta disso, ainda é fundamental manter o isolamento e usar a máscara e o álcool em gel.

O início da vacinação não nos desobriga a continuar com uso de máscara, não nos desobriga as medidas de prevenção e afastamento social. Continuaremos vivendo desta forma até termos a pandemia controlada e os contágios controlados a níveis normais de qualquer doença. Isso é muito importante“, ressalta ainda o Ministro da Saúde.

doses anuais

Pazuello afirmou no evento de entrega das primeiras doses da CoronaVac que a vacinação contra o coronavírus deverá ser repetida anualmente, em modelo semelhante ao que começa a ser aplicado, agora, ao país. “Esse modelo se repetirá ano que vem. Continuaremos tomando vacinas para coronavírus e sua variantes todos os anos em uma estratégia definida pelos [Sistema Único de Saúde] SUS. E isso vai entrar em uma normalidade como é H1N1, sarampo e outras doenças ao longo de nossa vida“, disse.

 

*Todas as informações foram retiradas da CNN Brasil, UOL e Estadão.

 

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